• MESAS & TEMÁTICAS

Sobre os Cárceres Corpóreos e Mapas de Ações

A abertura e mediação das mesas propõem explorar o Corpo como fenômeno de resistência em defesa da vida, epicentro capaz de garantir direitos ameaçados às comunidades e complexidades globais, econômicas, subjetivas, cognitivas e territoriais nas megacidades. O debate sobre os direitos fundamentais é expressão urgente à judicialização da vida e a privatização do interesse público, o trabalho, a cultura por direitos e a política.

As denúncias e a apatia constante da esfera pública e privada lançam convicções à mídia panfletária e fomenta um público desinteressado, incapaz de distinguir ditadura de democracia. A qualidade da vida pública depende de pessoas que precisam se reconhecer na transparência dos procedimentos, prazos, planejamentos e políticas de estado que privilegiam a criação de oportunidades, a partir dos estratos mais subalternizados ao longo do tempo e na vitalidade dos corpos criminalizados. Frente ao racismo institucional e a criminalização da pobreza, o gozo mercantil atinge, paralisa, esteriliza o corpo e afirma a onda punitiva que se acumula junto aos processos históricos hierárquicos que o mundo globalizado acentua.

Vimos a vital necessidade de encontrar passagens e horizontes que especialistas da criminologia crítica já vem desconstruindo, ainda que sob ataques conservadores. Vemos saídas nesta conjuntura e seu labirinto se considerarmos interagir por espaços ético-estéticos dedicados à expansão de ciências populares e orgânicas. Entendemos a necessidade de dialogar sobre a elite cultural e perfurar procedimentos que a mídia publicitária acaba deformando: movimentos periféricos e afirmando estigmas.

Nosso encontro propõe a circularidade, levando questões surgidas de um debate à outros durante todo o período de realização e sucessão das mesas com convidados e parceiros progressistas e protetivos, que a cada dia demonstram o interesse por movimentar e deslocar diálogos, e veem a necessidade de cuidado para atrair conhecimentos diversos.

O desejo é reunir cultura de direitos às biodiversidades nos espaços urbanos, conduzindo discussões para concepção de ferramentas e experiências que garantam a preservação de paisagens e o manejo cuidadoso de biomas, formações de relevo com seus corpos hídricos e o subsolo às micro-políticas. E compartilhar as discussões sobre a construção de pontes de reparações, indenizações, remissões, transições em conexão às produções de condições concretas e suas decorrentes relações sociais – institucionais, instituintes ou informalmente interpessoais e entre coletivos nas metrópoles.

Propomos defendermos o corpo como centralidade às pesquisas e ações em favor de novas perspectivas, pedagogias contemporâneas de inclusões, e através de experiências voltadas à dinamização de lugares, resistências, memórias e lutas identitárias. Nosso olhar pela produção do corpo, ainda que individual ou coletivamente silenciado, invisibilizado, assediado, criminalizado e aniquilado, porém em estado de presença atualizado pelas atenções da sensível dimensão estética, e deseja o experimento à outras formas de vida e composição por intervenções aliadas aos desvios que arte é capaz.

O convite é para compormos em aliança – e sobre a vitalidade do corpo -, afirmar epistemologias sul nas discussões à visão anacrônica e aos usos acadêmicos hierárquicos, às manifestações locais e globais, desenhar mapas de ações investigativos em busca de desmilitarização dos Cárceres Corpóreos, em esquemas simbólicos e institucionais estruturalmente consolidados na sociedade.

Propomos um caminho para alavancar e impulsionar múltiplas formas de participação democrática, e garantir direitos sobre a transformação da estrutura da condição cidadã e gerenciais de conduções experienciais político-administrativas, negociações de participações horizontais, controles e tecnologias sociais, em compartilhamento e troca de experiências institucionais diversas, governamentais e não-governamentais.

O lançamento do evento será às 9h30h – 13h no Salão Nobre da Câmara Municipal que contará com a presença de apoiadores, palestrantes das mesas e convidados às atividades. 

Endereço:

A Memória e a Identidade como proteção e defesa de lutas, multidões, movimentos sociais e territórios latino-americanos.

O corpo que a história nunca defendeu: oprimido, radical, ancestral, e subalterno;

A afirmação da brutalização da vida narrada pela história das prisões no hemisfério sul;

Onde estão as comissões da verdade e por que dos desmontes de anistias Latino Americanas?

As invasões atuais, contemporâneas, a força dos corpos subversivos, mestiçados afro-ameríndio.

Local: FND/UFRJ

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Local: Ocupação Manoel Congo, Centro RJ

 

Local: Ocupação Manoel Congo, Centro RJ